segunda-feira, 31 de outubro de 2011
chaticências
chatices chatices chatices chatices chatices chatices chatices chatices chatices chatices
chatices chatices
chatices chatices chatices chatices
chatices chatices
chatices chatices
chatices chatices
chatices chatices chatices chatices
chatices chatices
chatices chatices
Esse Ego que importa: frases soltas que navegam, porque tudo que não vai ao mar massivo parece estar preso em garrafas roliças pelo mundo interno.
Essa vontade de guardar pra nós todos, únicos reais, histórias uns do outro, outros por um; captar atualizações e receitas de como amar sem ter um coração... é tudo tão nada modesto!
Essa vontade de guardar pra nós todos, únicos reais, histórias uns do outro, outros por um; captar atualizações e receitas de como amar sem ter um coração... é tudo tão nada modesto!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Traído pelo tempo, no tempo, em tempo, pelo tempo que for desnecessário.
É tudo uma grande confusão esclarecida aos avessos em que os passos ecoam, ouvidos imóveis. Sinto um gosto passado muito rapidamente e sequencial da mesma memória: passos de sola gasta. Por favor, não falem novamente dessas mundanicidades malcheirosas; apenas diga que não sei e então espero pela verdade, afinal é só uma verdade dentre tantas outras...
Há um esconderijo noturno. Há uma peça quebrada no canto dos cantos perdida que não sei pra onde iria. Há tudo em que se possa haver, mas não é: a natureza e seus recantos naturais exóticos não pertencentes a mim que borbulha no caos iminente das ventanias.
É tudo uma grande confusão esclarecida aos avessos em que os passos ecoam, ouvidos imóveis. Sinto um gosto passado muito rapidamente e sequencial da mesma memória: passos de sola gasta. Por favor, não falem novamente dessas mundanicidades malcheirosas; apenas diga que não sei e então espero pela verdade, afinal é só uma verdade dentre tantas outras...
Há um esconderijo noturno. Há uma peça quebrada no canto dos cantos perdida que não sei pra onde iria. Há tudo em que se possa haver, mas não é: a natureza e seus recantos naturais exóticos não pertencentes a mim que borbulha no caos iminente das ventanias.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O fetichismo na música e a regressão na audição (Adorno)
(...) e se perguntarmos a alguém se "gosta"
de uma música de sucesso lançada no mercado, não conseguiremos
furtar-nos à suspeita de que o gostar e o não gostar já
não correspondem ao estado real, ainda que a pessoa interrogada
se exprima em termos de gostar e não gostar.
Em vez do valor da própria coisa, o critério de julgamento é o fato de
a canção de sucesso ser conhecida de todos; gostar de um
disco de sucesso é quase exatamente o mesmo que reconhecê-lo.
O comportamento valorativo tornou-se uma ficção para
quem se vê cercado de mercadorias musicais padronizadas.
Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta:
quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão?
Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a
música de entretenimento serve ainda como entretenimento?
Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda
mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem
como expressão, para a incapacidade de comunicação.
A música de entretenimento preenche os vazios do silêncio
que se instalam entre as pessoas deformadas pelo medo, pelo
cansaço e pela docilidade de escravos sem exigências.
Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta:
Quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão?
Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a
música de entretenimento serve ainda como entretenimento?
Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda
mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem
como expressão, para a incapacidade de comunicação.
A música de entretenimento preenche os vazios do silêncio
que se instalam entre as pessoas deformadas pelo medo, pelo
cansaço e pela docilidade de escravos sem exigências.
de uma música de sucesso lançada no mercado, não conseguiremos
furtar-nos à suspeita de que o gostar e o não gostar já
não correspondem ao estado real, ainda que a pessoa interrogada
se exprima em termos de gostar e não gostar.
Em vez do valor da própria coisa, o critério de julgamento é o fato de
a canção de sucesso ser conhecida de todos; gostar de um
disco de sucesso é quase exatamente o mesmo que reconhecê-lo.
O comportamento valorativo tornou-se uma ficção para
quem se vê cercado de mercadorias musicais padronizadas.
Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta:
quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão?
Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a
música de entretenimento serve ainda como entretenimento?
Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda
mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem
como expressão, para a incapacidade de comunicação.
A música de entretenimento preenche os vazios do silêncio
que se instalam entre as pessoas deformadas pelo medo, pelo
cansaço e pela docilidade de escravos sem exigências.
Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta:
Quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão?
Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a
música de entretenimento serve ainda como entretenimento?
Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda
mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem
como expressão, para a incapacidade de comunicação.
A música de entretenimento preenche os vazios do silêncio
que se instalam entre as pessoas deformadas pelo medo, pelo
cansaço e pela docilidade de escravos sem exigências.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Totalótica
É um coração apertado que obriga a dor a estadar, uma noite ou quantas forem necessárias, a cura.
Pode não ser a solução dos problemas que deseja esse desejo de ser um sofredor desejoso, de buscar os olhos impróprios mas não entendimento realista: o alistamento e a permissão omissa; os falsos morais complacentes; os intrépidos covardes da vida real... ambiguidades que tronam humanos todos os dias no topo da cadeia alimentar de uma única raça que te mantém vivo num frasco juntamente com milhares de semelhantes.
Nada estranhas essas reclamações sorridentes: saiba que falo muitas línguas ao mesmo tempo além da boca. Cansei de me cansar e de não parecer cansado demais para descansar.
Pode não ser a solução dos problemas que deseja esse desejo de ser um sofredor desejoso, de buscar os olhos impróprios mas não entendimento realista: o alistamento e a permissão omissa; os falsos morais complacentes; os intrépidos covardes da vida real... ambiguidades que tronam humanos todos os dias no topo da cadeia alimentar de uma única raça que te mantém vivo num frasco juntamente com milhares de semelhantes.
Nada estranhas essas reclamações sorridentes: saiba que falo muitas línguas ao mesmo tempo além da boca. Cansei de me cansar e de não parecer cansado demais para descansar.
domingo, 24 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Por que confiamos tanto nos surdos e cegos mas não nos mudos?
Sou de um tempo em que os lugares eram entendidos e respeitados.
Agora, nessa contra-mão, os embates são de fronte e para trás.
Agora, nessa contra-mão, os embates são de fronte e para trás.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
desafio o inexistente
Pesam-me, Edus:
quantas toneladas de fé cega
tereis sob teu nome?
Faz então o contrário e nega
essa existência toda imaginária dos indulgentes
quantas toneladas de fé cega
tereis sob teu nome?
Faz então o contrário e nega
essa existência toda imaginária dos indulgentes
terça-feira, 12 de abril de 2011
Até quando aguentar?
Perco peso, mas não perco o pesar.
Apenas espero esse demorar demais que não corrói de uma vez por fazer sofrer.
Um peso que não comete danos visíveis devido a Razão compensada da noite que tem sido trabalhada em pról do aguentar do dia. O dia que foi feito aos outros, infernos do meu céu: solitário céu.
Hoje é uma noite na qual preciso destruir mais aceleradamente do que posso tudo que já venho destroçando.
O que me falta agora, ou melhor: o que não tenho no momento?
Muito simples.
Perco peso, mas não perco o pesar.
Apenas espero esse demorar demais que não corrói de uma vez por fazer sofrer.
Um peso que não comete danos visíveis devido a Razão compensada da noite que tem sido trabalhada em pról do aguentar do dia. O dia que foi feito aos outros, infernos do meu céu: solitário céu.
Hoje é uma noite na qual preciso destruir mais aceleradamente do que posso tudo que já venho destroçando.
O que me falta agora, ou melhor: o que não tenho no momento?
Muito simples.
Não creia em discursos que não sejam acompanhados de ações compactuantes na mesma pessoa. Por desconfiar das vontades ditas, sereis rei; são quereres de seres algum dia, como a quem pedir auxílio; critica e gosta. Gostas tanto da sedução sem ter necessidade, desnecessária; nem precisa da sedução na verdade.
Espero não precisar consentir, omitir repúdio. Conter tudo um frasco ou dar trabalho numa invalidez que invade e desnuda até os ossos dos invertebrados.
E como mudamos! Aonde foram parar aqueles aquários, os selos, imaginações flutuantes, a alegria inocente do protegido? E agora quem está por trás de tudo aquilo que pode vir a ser-me nesse planeta pingente?
Espero não precisar consentir, omitir repúdio. Conter tudo um frasco ou dar trabalho numa invalidez que invade e desnuda até os ossos dos invertebrados.
E como mudamos! Aonde foram parar aqueles aquários, os selos, imaginações flutuantes, a alegria inocente do protegido? E agora quem está por trás de tudo aquilo que pode vir a ser-me nesse planeta pingente?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O NATURAL IMPOSTOR
S. Paulo, 1º de setembro de 2005
Parte I – Apenas ligados.
Quando a natureza das coisas se torna impostora de suas idéias, deixando descontente quem acredita na sua existência.
É século XXI hoje e como não poderia deixar de observar as pessoas querendo ser alguém apenas conquistando objetos de desejo numa ponta de estoque no centro novo, acreditando que um dia não precisarão mais procurar uma ponta de estoque? Alguma identidade se encontra na moda decrépita advinda dos becos do mundo - ou seja lá de onde for de onde isso venha, é alienígena - causam um tipo de ritmo frenético, hipnótico e prazeroso quando isso não é problema para o bolso. Financiam o querer ser, tendo a certeza em adquirir.Deixam os desejosos à vontade desfilando ao som de vozes impostando o que desejariam se fosse você. Ao seu redor, há um espaço vazio no meio de vazios de outros que precisam existir, pois o desejo é a último saber! Na maneira de sentir e habitualmente ter o costume de aquisição. O que desejar além de ser aprovado? O que fazer com tantas coisas se nossos vácuos estão cada vez mais profundos?
Realmente as coisas acontecem surpreendentemente neste lugar sem darmos conta da grandiosidade espetaculosa que protagonizamos!
O tempo nunca é o bastante. Sufoca-nos perdê-lo...como o ar. Porém ainda temos tempo não desapropriado, mas ele não existirá antes de sentirmos de sua presença. No meio das ruas, as relações se desgovernam por conta de interesses pessoais formados pela Ordem Privada, do privativo de uma classe que economicamente ruiu o poder, que já era desleal, usou (e usa) de lealdade alheia para ser moralista. A intenção em se ter liberdade, ou o que se fez de seu significado, é que o que os indivíduos sentem renovando o que acumulam: é querer ter do que se pode ter acesso. Está muito além do inconsciente coletivo; Está na falta em ter noção do ser patético! As atitudes são conseqüências inconseqüentemente provocadas pela oferta.
A vida a dois: interessa ao capitalismo ter como parceiras pessoas distintas. Homens, mulheres, crianças, faixa etárias, cores, modelos exclusivos, plasticidade, distinção. O lucro é o fim, as pessoas, meio. Nessa sopa social prevalece apenas uma cultura sob todas as outras: a cultura externa exige que se faça à sua semelhança, enquanto outra cultura a recebe e a transforma (o capitalismo no Brasil, por exemplo). Cria um híbrido de progresso que gera a miséria, apoiado pela própria miséria, dizendo como o miserável deve ser e pra quem ele foi criado. Pago pela própria miséria que produz. Cria classes quase que de castas, e por isso expropria, dilacera, causa danos no bem estar social e uma incógnita: Quem somos agora já que existimos? De quem é o crédito cedido às sugestões?
Conservar as tradições e conhecer a modernidade é de foder com a cabeça!
Parte II - Um futuro instantâneo, mesmo que seja breve.
Enquanto dormia com o repetir do som ativado, o mundo acordava opaco.
E quando dormia com o repetir do som opaco, o mundo acordava em chamas!
Dormimos sãos e acordamos formatados para um novo dia, um novo acordo. Como se nunca soubéssemos nada além de sentir medo de verdade. Que saudades do meu medo sincero! Quantas lembranças tenho...
As pessoas atravessavam viadutos e passarelas ao mesmo tempo apenas seguindo uma linha do tempo. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mas não nos suportamos mais essa miséria: conviver.
Se pudéssemos dividir, ao mesmo tempo o mesmo campo, não quereríamos!
Porque estamos todos juntos desta maneira, alienadamente nos ignorando, lendo os significados em nossos gestos cotidianamente sem darmos conta onde (e quando) nos alfabetizamos para isso.
Durante todo o dia, dia após dia, envelhecemos, mas não percebemos que as células despencam do corpo para o mundo. O agora não pode ser mais ontem já que fica preso no instante. Deletam o passado simplesmente porque já se foi e causa náuseas pensar que não se pode adquirir a saudade, materialmente, com as economias: É uma vida forjada, sem ócio que não culpe, sem culpa que não seja forjada, ócio que não cause a paranóia. Mas ele persiste em existir no fundo da mente pela busca constante da nova identidade que se torne nela a ânsia em ter, nem que seja a própria existência como algo novo!
Por conta da escassez de tempo livre utiliza-se das atitudes práticas, não evitando acontecimentos desastrosos que se percebam a olho nu, apenas assistindo. É como buscar no passado elementos que mesclados entre si, dão origem a algo satisfatório. Um novo que é construído pela transformação há longo prazo e é justamente por isso que é imperceptível aos olhos. Quando percebido esse agora, o futuro do passado passa a ser baseado em idéias passadas, porém projetada para estar no futuro, desprezando o ser no instantâneo. É justamente essa a problemática do mundo pós-moderno no qual não sabemos se foi ontem ou se ainda o é hoje.
Parte III – Transportando-se para o futuro estando agora.
Trocar horas sóbrias para alcançar a plenitude de espírito entorpecida com seu próprio desgaste. Esse é o lugar onde ocorre essa osmose. Quem come dinheiro ou idéias se torna um deles também. Quando o bem exclusivo ultrapassa as necessidades em comunhão de bens, é certo o descontrole! Como ter em comum, vidas separadas? Quando cada pessoa quer da sua maneira, não há consenso de metas, pois são todas, na maioria das vezes, traçadas segundo cada ambição. A forma como a liberdade financeira está acreditada, cria imperfeição e transforma os agentes em co-autores de sua própria tortura sem que saibam dessa “reciclagem da situação sócia”l. Mesmo que isso seja geral não é coletivo, já que é, dessa maneira, sentido individualmente. Tentamos mascarar o que pertence a cada um de nós - a nossa cultura inicial, impossível de ser descartada. Pertencem mesmo a nós? Ainda temos isso? Somos adaptados? E se formos, já estamos aptos de consciência à nossa nova natureza?
Quando os Homens derem conta, numa próxima adaptação ao espaço que deve ter, de que suas falhas existem porque o momento da falha é imperceptível notar, é nulo. Consertando esta falha, da desordem virá a ordem novamente. Os mantenedores do sistema não enxergam suas falhas, apenas as de quem não se espelha no Natural Impostor. A falha está no preço que pagamos pela estrutura. Não há perspectiva de mudanças coletivas ordenadas com o corpo que trabalha e a mente está cheia de vida impostora! A liberdade nunca foi bem explicada pra quem foi feita e conseqüentemente essa liberdade se tornou, em comum acordo, uma normalidade dos que abrem mão de sua liberdade.
A única maneira de ordenar as vontades coletivas hoje é agrupando e derrubando representações impostoras. Mas como? Representações são como vaidades que chocam as pessoas, transitando e acontecendo o cotidiano criado e mantido.
Então a revolução seria por quem? Quem!?
CONTINUA...
Parte I – Apenas ligados.
Quando a natureza das coisas se torna impostora de suas idéias, deixando descontente quem acredita na sua existência.
É século XXI hoje e como não poderia deixar de observar as pessoas querendo ser alguém apenas conquistando objetos de desejo numa ponta de estoque no centro novo, acreditando que um dia não precisarão mais procurar uma ponta de estoque? Alguma identidade se encontra na moda decrépita advinda dos becos do mundo - ou seja lá de onde for de onde isso venha, é alienígena - causam um tipo de ritmo frenético, hipnótico e prazeroso quando isso não é problema para o bolso. Financiam o querer ser, tendo a certeza em adquirir.Deixam os desejosos à vontade desfilando ao som de vozes impostando o que desejariam se fosse você. Ao seu redor, há um espaço vazio no meio de vazios de outros que precisam existir, pois o desejo é a último saber! Na maneira de sentir e habitualmente ter o costume de aquisição. O que desejar além de ser aprovado? O que fazer com tantas coisas se nossos vácuos estão cada vez mais profundos?
Realmente as coisas acontecem surpreendentemente neste lugar sem darmos conta da grandiosidade espetaculosa que protagonizamos!
O tempo nunca é o bastante. Sufoca-nos perdê-lo...como o ar. Porém ainda temos tempo não desapropriado, mas ele não existirá antes de sentirmos de sua presença. No meio das ruas, as relações se desgovernam por conta de interesses pessoais formados pela Ordem Privada, do privativo de uma classe que economicamente ruiu o poder, que já era desleal, usou (e usa) de lealdade alheia para ser moralista. A intenção em se ter liberdade, ou o que se fez de seu significado, é que o que os indivíduos sentem renovando o que acumulam: é querer ter do que se pode ter acesso. Está muito além do inconsciente coletivo; Está na falta em ter noção do ser patético! As atitudes são conseqüências inconseqüentemente provocadas pela oferta.
A vida a dois: interessa ao capitalismo ter como parceiras pessoas distintas. Homens, mulheres, crianças, faixa etárias, cores, modelos exclusivos, plasticidade, distinção. O lucro é o fim, as pessoas, meio. Nessa sopa social prevalece apenas uma cultura sob todas as outras: a cultura externa exige que se faça à sua semelhança, enquanto outra cultura a recebe e a transforma (o capitalismo no Brasil, por exemplo). Cria um híbrido de progresso que gera a miséria, apoiado pela própria miséria, dizendo como o miserável deve ser e pra quem ele foi criado. Pago pela própria miséria que produz. Cria classes quase que de castas, e por isso expropria, dilacera, causa danos no bem estar social e uma incógnita: Quem somos agora já que existimos? De quem é o crédito cedido às sugestões?
Conservar as tradições e conhecer a modernidade é de foder com a cabeça!
Parte II - Um futuro instantâneo, mesmo que seja breve.
Enquanto dormia com o repetir do som ativado, o mundo acordava opaco.
E quando dormia com o repetir do som opaco, o mundo acordava em chamas!
Dormimos sãos e acordamos formatados para um novo dia, um novo acordo. Como se nunca soubéssemos nada além de sentir medo de verdade. Que saudades do meu medo sincero! Quantas lembranças tenho...
As pessoas atravessavam viadutos e passarelas ao mesmo tempo apenas seguindo uma linha do tempo. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mas não nos suportamos mais essa miséria: conviver.
Se pudéssemos dividir, ao mesmo tempo o mesmo campo, não quereríamos!
Porque estamos todos juntos desta maneira, alienadamente nos ignorando, lendo os significados em nossos gestos cotidianamente sem darmos conta onde (e quando) nos alfabetizamos para isso.
Durante todo o dia, dia após dia, envelhecemos, mas não percebemos que as células despencam do corpo para o mundo. O agora não pode ser mais ontem já que fica preso no instante. Deletam o passado simplesmente porque já se foi e causa náuseas pensar que não se pode adquirir a saudade, materialmente, com as economias: É uma vida forjada, sem ócio que não culpe, sem culpa que não seja forjada, ócio que não cause a paranóia. Mas ele persiste em existir no fundo da mente pela busca constante da nova identidade que se torne nela a ânsia em ter, nem que seja a própria existência como algo novo!
Por conta da escassez de tempo livre utiliza-se das atitudes práticas, não evitando acontecimentos desastrosos que se percebam a olho nu, apenas assistindo. É como buscar no passado elementos que mesclados entre si, dão origem a algo satisfatório. Um novo que é construído pela transformação há longo prazo e é justamente por isso que é imperceptível aos olhos. Quando percebido esse agora, o futuro do passado passa a ser baseado em idéias passadas, porém projetada para estar no futuro, desprezando o ser no instantâneo. É justamente essa a problemática do mundo pós-moderno no qual não sabemos se foi ontem ou se ainda o é hoje.
Parte III – Transportando-se para o futuro estando agora.
Trocar horas sóbrias para alcançar a plenitude de espírito entorpecida com seu próprio desgaste. Esse é o lugar onde ocorre essa osmose. Quem come dinheiro ou idéias se torna um deles também. Quando o bem exclusivo ultrapassa as necessidades em comunhão de bens, é certo o descontrole! Como ter em comum, vidas separadas? Quando cada pessoa quer da sua maneira, não há consenso de metas, pois são todas, na maioria das vezes, traçadas segundo cada ambição. A forma como a liberdade financeira está acreditada, cria imperfeição e transforma os agentes em co-autores de sua própria tortura sem que saibam dessa “reciclagem da situação sócia”l. Mesmo que isso seja geral não é coletivo, já que é, dessa maneira, sentido individualmente. Tentamos mascarar o que pertence a cada um de nós - a nossa cultura inicial, impossível de ser descartada. Pertencem mesmo a nós? Ainda temos isso? Somos adaptados? E se formos, já estamos aptos de consciência à nossa nova natureza?
Quando os Homens derem conta, numa próxima adaptação ao espaço que deve ter, de que suas falhas existem porque o momento da falha é imperceptível notar, é nulo. Consertando esta falha, da desordem virá a ordem novamente. Os mantenedores do sistema não enxergam suas falhas, apenas as de quem não se espelha no Natural Impostor. A falha está no preço que pagamos pela estrutura. Não há perspectiva de mudanças coletivas ordenadas com o corpo que trabalha e a mente está cheia de vida impostora! A liberdade nunca foi bem explicada pra quem foi feita e conseqüentemente essa liberdade se tornou, em comum acordo, uma normalidade dos que abrem mão de sua liberdade.
A única maneira de ordenar as vontades coletivas hoje é agrupando e derrubando representações impostoras. Mas como? Representações são como vaidades que chocam as pessoas, transitando e acontecendo o cotidiano criado e mantido.
Então a revolução seria por quem? Quem!?
CONTINUA...
sábado, 2 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
De outro mundo!
"Eu sempre digo, e ouço, que não seria estranho se tivesse existido uma civilização em Marte, mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo chegou e acabou com o planeta"
Hugo Chaves (Chavo?)
Hugo Chaves (Chavo?)
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Desarranjo
Receio estar num tempo que não haja contagem numérica que forme a infinitude, a capacidade de entender pra que serve o menor de todos os problemas: fendas: relógios... o pulso.
Números não dão em árvores nem nas mais profundas subsolosidades entranhescas do conhecido eu incalculável em mais de um...
Não descobri a quem, ainda, a necessidade da presença afeta senão no mais. Dá vontade de explodir em quinhões de imagens semelhantes; de entender essa distância minha de não saber o que fazer sem ______ (isso?).
Voltei ao estado primitivo das cores que pertencem ao interior desbravado - porém reconhecido - dos caminhos que, percorridos, modificam-se nas frações faciais. Cheiro uma indiferença anormal vinda de fora, melódica. Como ficamos em relação a tudo? Desarranjo sem descartes com volúpia inimaginária (somente esqueça dos números pr´essas realidades) se contar quantas palavras ainda hei de contar até tudo bem...está certo.
Por certas vezes, quase agora, me distraí escrevendo o que invade saindo de mim sem trancar as portas. Por mil vezes desapareci com o ontem sem necessitar das horas pra tanto.
Números não dão em árvores nem nas mais profundas subsolosidades entranhescas do conhecido eu incalculável em mais de um...
Não descobri a quem, ainda, a necessidade da presença afeta senão no mais. Dá vontade de explodir em quinhões de imagens semelhantes; de entender essa distância minha de não saber o que fazer sem ______ (isso?).
Voltei ao estado primitivo das cores que pertencem ao interior desbravado - porém reconhecido - dos caminhos que, percorridos, modificam-se nas frações faciais. Cheiro uma indiferença anormal vinda de fora, melódica. Como ficamos em relação a tudo? Desarranjo sem descartes com volúpia inimaginária (somente esqueça dos números pr´essas realidades) se contar quantas palavras ainda hei de contar até tudo bem...está certo.
Por certas vezes, quase agora, me distraí escrevendo o que invade saindo de mim sem trancar as portas. Por mil vezes desapareci com o ontem sem necessitar das horas pra tanto.
Quantas coisas não consigo escrever...
É de se perceber que a intimidade das coisas nossas independe. Independe porque é desprendido, solto, mas amarrado. E tudo isso porque basta que se queira. É somente isso.
Há coisas que não nos permitem, fato. Uma delas é ser livre observado pelos presos. Quase nunca haverá alguém rico de coração que entenderá a justiça. Ser este é concordar com a benéfice alheia, que não aquela que está no ato em si, e sim na corrupção dos pensamentos.
Já devo ter sido bom algum dia. Bom o suficiente para que se pudesse acreditar no que sai da minha mente. Pois bem, continue acreditando: as palavras saem como pessoas do útero depois de prontas. Pois bem estou aqui, formando, e bem pronto que já não caibo no colo de qualquer mulher que queira apenas ser materna em marasmo.
Sou criança ainda que precisa de conselhos - não aqueles de 40, mas todos aqueles que me vieram posteriormente e que acompanham meus passos de agora. Sou brinquedo que se monta ao bel prazer das necessidades básicas - humanas - femininas unicamente tuas. Pode ser por isso que não vejo em nada mais aquilo que encontro no teu tudo tendo em meu nada a resposta de tudo como teu, também, nada e desumana.
PS: Desconsidere a incapaciadade de explicar perfeitamente o que preciso.
Há coisas que não nos permitem, fato. Uma delas é ser livre observado pelos presos. Quase nunca haverá alguém rico de coração que entenderá a justiça. Ser este é concordar com a benéfice alheia, que não aquela que está no ato em si, e sim na corrupção dos pensamentos.
Já devo ter sido bom algum dia. Bom o suficiente para que se pudesse acreditar no que sai da minha mente. Pois bem, continue acreditando: as palavras saem como pessoas do útero depois de prontas. Pois bem estou aqui, formando, e bem pronto que já não caibo no colo de qualquer mulher que queira apenas ser materna em marasmo.
Sou criança ainda que precisa de conselhos - não aqueles de 40, mas todos aqueles que me vieram posteriormente e que acompanham meus passos de agora. Sou brinquedo que se monta ao bel prazer das necessidades básicas - humanas - femininas unicamente tuas. Pode ser por isso que não vejo em nada mais aquilo que encontro no teu tudo tendo em meu nada a resposta de tudo como teu, também, nada e desumana.
PS: Desconsidere a incapaciadade de explicar perfeitamente o que preciso.
domingo, 13 de março de 2011
ÃO
sexta-feira, 11 de março de 2011
Um acidente chamado vida que nos torna acidentados o tempo todo.
Havia, sim, sido uma inesperada visita. Daquelas que vem de passagem num feriado qualquer e acabam ficando, tentando vida noutro lugar, aí então permiti que ficasse o quanto fosse necessário e assim 3 anos se passaram. Só eu trabalhava e aos poucos me senti independente e alimentador daquele algo que me apossou. Lentamente consegui consciência suficiente pra entender que a visita me fez companhia inspiradora, mas que arranhara minha alma em estadia, ao meu lado. Ela se foi um dia, expulsa sem ódio e só um pouco de rancor - não dela, mas da permissão minha em deixar que estivesse me fazendo mal.
Essa história é banal. Tão banal quanto estar agora me recordando de sua benevolência maltratante; de seu poder catastrófico que jurei ter sido oferecida como referência à tragédia do crescimento, e foi, pois tive coragem de olhar em ângulo reto e traçar pela primeira vez algum plano de fuga daquelas dores. Venci. Revivi mais uns instantes. Mesclei vivências que deram certo e outras não, mas que serviram como limites. Mesmo assim dispus a entender que dores são complementos alimentares capazes de calcificar a "alma" e preparar para a guerra dessa vida em vã Modernidade. Foi conselheira incisiva e unilateral já que não pude ensiná-la absolutamente nada, nada mesmo. Pude me sentir bem com a partida e fiquei com lembranças e esse plano em plena execução nas mãos no qual não fui capaz de executá-lo totalmente (talvez por questão de tempo mesmo) segundo suas orientações. Talvez também seja por isso que ela vem me visitar novamente, pedir estadia e reparar as partes do plano que seriam impossíveis realizar; minha febre interior acidental.
Ela chega devagar, sedutora e abrasiva. Deveria estar acostumado com o teor de suas conversas objetivas, daquelas que deixam qualquer ditador com muito receio de tomar iniciativa. Tenho que relembrar como fiz pra sentir tão bem anteriormente.
Seja isso porque ela mesmo me ensinou a temê-la pela força e a não aceitar o que me faz mal. Ela é o bom e o mau de uma só vez; confusa e esclarecedora: confusa quando penso estar em paz e esclarecedora quando me deixa confuso. E é nesse segundo momento que me encontro muitas vezes: procurando encontrá-la para fixar os olhos em suas ações. Está em ambos os lados e o tempo que levo para mudar de direção ela deixa de sorrir satisfeita com meu desempenho e faz pose séria e desconfiada; é enganosa, e quando pergunto os porquês necessários pede para que olhe do outro lado: é como observar a olho nu o topo de uma montanha que está na distância dos ombros. Quanta distância percorro!
Essa minha história é banal. Tão banal quanto uma conversa grupal de desconhecidos a base de drogas. Essa é a vida.
E na verdade nunca soube se realmente ela foi embora ou se a ignorei tentando ser malvado com minha razão externa sempre acidental a fim de saber se fiz alguma diferença nessa coexistência. Um dia posso saber; quem sabe pelos atos do Tempo, tecelão do Espaço, que me trouxe até aqui tais meras imaginações que relato em termos. Vivi tentando praticar muitas coisas fora do eixo humano: é ela quem me diz os acontecimentos futuros mesmo que estejam acontecendo daqui há 1 segundo: um quase agora.
Talvez tenha saído do armário e invadido o coração, a mente, pela necessidade de fazer-me perceber que é parte de mim como preter-humanidade minha perdida em alguma curva do lugar-algum em observação e cuidados não tão distanciados quanto imaginei que fossem necessários. Seu nome é forte entre os humanos e foi preciso um "ão" para explicar tamanha potência. Uma necessidade tão necessária que a dita vã nos proibiu, assim como todo tipo de extensão que podemos ter pra ser.
O problema não reside em nós; ele está em todos de uma só vez e por isso é tão complicado co-alguma coisa. Solitude não resolve nada depois de ter o vício do aglomerado e nossas fugas. Ela chega como quem não quer nada, conta uma linda história, ajuda nos deveres do coração, depois esfrega na fuça a pequenez da criação.
Não somos assim tão sólidos, apenas coagulados e mentais. Sabemos agora as palavras e estas foram doadas para nos confundir. Pensar sobre palavras é o mesmo que calcular com alguém dizendo números aleatórios aos ouvidos. Nunca fomos tão grandes pois temos mania de grandeza e se soubéssemos os limites vitais isso não ocorresse com tanta frequência de uma vez só, procurando explicação pra tudo, até os menores atos. Por isso é banal; é repetitivo e tudo o que é cansa.
Ela, montanhesca, pede pra que enxergue o mais próximo que puder e perco o foco, mas posso tocá-la: é rígida, fria e tem gosto metálico como uma arma e se torna quente como nossas cabeças, depois perde seu estado deixando de ser morna e gela o coração. Não seria capaz de conservá-la pois não tenho uma geladeira no peito, comente uma máquina que cospe chumbo silenciosamente e fere profundo.
Realmente. Não posso represar esse rio que corre às margens de tantas casas de quem gosto tanto. Não posso arquivar águas passadas pois o limo se forma quando represo e me importo mesmo se estiver lá no cume observando o acidente.
crédito da foto: Sonda "Mars Reconnaissance Orbiter" - Nasa
quinta-feira, 10 de março de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)


